Carlos Corrêa / Interino
O Inter campeão da Libertadores em 2006 entrou em campo com Clemer; Ceará, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Tinga e Alex; Rafael Sóbis e Fernandão. Alguns deixaram o Beira-Rio logo depois e outros, como o goleiro Clemer, ficaram ainda por um bom tempo. De qualquer forma, dos 11, em algum momento posterior, cinco deles voltaram para novamente vestir a camisa colorada. Ceará saiu em 2007 e voltou em 2016; Bolívar saiu logo depois a Libertadores e voltou em 2008; Tinga foi outro que saiu ainda em 2006 e retornou em 2010; Alex ficou até 2009, quando saiu, para voltar em 2013; e por fim Rafael Sóbis, que deixou o clube em 2006 para depois voltar duas vezes, em 2010 e depois em 2019. Isso sem contar Fernandão, que não retornou como jogador depois de sair apenas porque as negociações fracassaram. Sem contar o time campeão do mundo naquele mesmo ano, que conta com alguns desses nomes já citados, como Ceará e Alex, mas que, seguindo o modelo de Fernandão, teve outros nomes que brilharam no Inter e seguidamente surgiram como especulações sobre o retorno, como Alexandre Pato e... Luiz Adriano, que agora, aparentemente, está perto de voltar ao Beira-Rio.
Não vou entrar no mérito de qualidade, primeiro porque em alguns casos, é um critério subjetivo, e segundo porque em outros, essa qualidade é indiscutível. Trouxe o levantamento apenas para mostrar como nem sempre os dirigentes prezam exatamente pela criatividade na busca por reforços. É sempre mais fácil apostar em alguém que já deu certo, mesmo que muito tempo depois. Caso seja confirmada a volta de Luiz Adriano ao clube, ela acontecerá 17 anos depois de sua saída. Aránguiz é outro que se encaixa no mesmo perfil. Na hora de apostar onde o Inter busca seus reforços, uma boa dica é sempre olhar para o retrovisor.
