Hiltor Mombach

O Inter e a escola prometida

"Quando da cedência da área onde foi construído o Beira Rio, o clube teria que construir uma escola"

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Por José Olavo Bisol
Conselheiro do Internacional pelo Convergência Colorada

A cessão da área de cerca de 90 hectares pelo governo gaúcho ao Internacional para a construção de um novo centro de treinamento tem gerado certa celeuma pelos ambientes onde transito, na política, no esporte e entre torcedores.

Mas este debate não pode ser conduzido de forma rasa. 
Precisamos encarar essa discussão com a seriedade que ela merece.
O Inter está elaborando este projeto para construção do centro de treinamento desde 2014.
São cinco anos de estudo e trabalho feito com coragem e seriedade dentro dos trâmites complexos que envolvem negociações desta magnitude.
A construção do centro de treinamento, inclusive, já tem aprovação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) gaúcho.
Falta apenas o aval final dos deputados gaúchos.
Embora o projeto contemple entidade privada, o governo do estado do Rio Grande do Sul está fazendo é um investimento social.
O futebol movimenta a economia, gera emprego e possibilidades que afetam milhares de gaúchos. A contrapartida do clube atinge fortemente a política educacional, tendo em vista que o Inter investirá 20% do valor do terreno – ou seja, R$ 3,3 milhões – na melhoria de, no mínimo, quatro escolas.
E esta contrapartida é exatamente a mesma exigida ao Grêmio para a cessão do terreno do CT Luiz Carvalho.
Além de mudar de patamar em termos de estrutura de um clube de futebol, ambos poderão se socorrer de recursos públicos para empregar na nova estrutura.
O projeto de lei encaminhado pelo governo à Assembleia contém um intuito muito maior do que a doação do terreno, ele envolve a promoção de um investimento para o Estado que hoje encontra-se numa crise tão grande que não lhe permite fôlego financeiro para tanto.
A contrapartida é justa e vai ao encontro dos projetos sociais desenvolvidos pelo Internacional.
Por isso, o tema deve ser tratado com seriedade pelos deputados e não tenho a menor dúvida que será. 
Com isonomia e sem grenalização.
Há o interesse de um Clube pujante auxiliar o Estado com um projeto audacioso que impactará muitas gerações.

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"Quando da cedência da área onde foi construído o Beira Rio, o clube teria que construir 01 (uma) escola..
Faz 50 anos que estamos esperando.
Agora, com a área do CT, a mesma conversa.
Mas, tenho certeza que o colunista não fará nenhuma menção sobre isso na coluna."