Hiltor Mombach

O Inter e a garotada

Por circunstâncias diversas ainda é tímida a utilização de jovens, tanto oriundos da base como de outros clubes.

No seu retorno ao futebol o Internacional disputou quatro partidas pelo Campeonato Gaúcho e mandou para campo os garotos Bruno Fuchs, Zé Gabriel, Praxedes, Roberto e Peglow. 
Com exceção do jogo diante do Esportivo, quando usou os reservas, a garotada entrou no segundo tempo.
A equipe que começou o confronto mais importante e competitivo, o Gre-Nal, não tinha ninguém da base. Nem Bruno Fuchs pois atuou Moledo. 
Por circunstâncias diversas ainda é tímida a utilização de jovens, tanto oriundos da base como de outros clubes. 
É mais fácil e mais indicado promover garotos com o time encaixado e embalado, por exemplo. Não é o caso do Inter, que busca uma reformulação tática e na forma de jogar com Coudet, que tem apenas sete meses de clube, sendo que quatro sem futebol por causa da pandemia do Coronavírus. 
Segundo dados do BBA Itaú o Inter foi o terceiro maior investidor na base em 2019, com R$ 27 milhões, só atrás de Flamengo (R$ 31 milhões) e Grêmio (R$ 30 milhões). Aponta ainda em seu relatório que "para 2019 os destaques são o Flamengo e os clubes gaúchos, que lideram a relação de maiores investimentos no ano”. 
Segue informando que “na análise de longo prazo o que temos um destaque para Palmeiras, São Paulo e Cruzeiro quando acumulamos os últimos cinco anos, e nivelamento entre cinco clubes quando avaliamos os últimos três anos: São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras e Grêmio. Não é à toa que são clubes que operam muito bem a venda de atletas da base ao exterior." 
Aqui o X da questão: quando se fala em investimentos na base nos últimos cinco anos o Inter despenca para sexto lugar. Fica evidente que houve uma retomada de investimentos que começa aos poucos a dar resultados. Aos poucos.