Hiltor Mombach

O Inter e a grande vitória

Só a grande vitória no campo do inimigo, contra um grande, fortalece e solidifica ambições.
A tese de abertura carece de dados estatísticos.
Aqui, um parêntese: o futebol dá dribles estonteantes quando o assunto é estatística.
A lógica do futebol está na sua ilogicidade.
Dá meia-lua e balãozinho nos coerentes: sua coerência está na sua incoerência.
Sábio, Kenny Braga sempre soube disto.
A tese cabe pontualmente no Inter.
Patrão do Beira-Rio, time com melhor aproveitamento como mandante, com surpreendentes 83,3%, carece da grande e afirmativa vitória como visitante.
Fora do seus domínios o aproveitamento despenca para 37,5% com duas vitórias: 3 a 2 sobre o Vitória e 2 a 1 diante do Santos.
O grande Santos hoje navega na zona do rodapé, assim como o modesto Vitória.
A ambição dos dois é apenas não cair.
As próximas rodadas marcam jogos fora contra o Galo e o Flu.
O Galo é o terceiro melhor mandante, com 79,2% de aproveitamento. Só foi batido em casa pelo líder Flamengo.
Acho, praticando achômetro, que se ganhar no Independência o Inter decola de vez.