Hiltor Mombach

O Inter e a lei do futebol

O futebol tem leis que não estão nas cartilhas.
Uma delas: jogador ruim cresce quando o time vai bem e jogador bom tem suas qualidades questionadas quando vai mal.
O desarranjo provocado pela passagem de Argel pelo Beira-Rio é mais forte do que a gripe que me atingiu potencializada por sinusite, conjuntivite e laringite e que insiste em seguir de invasora.
Após a sua demissão vieram Falcão, Roth, Lisca, Zago e o interino Hellmann:
todos foram levados para o fundo do poço num futebol desgovernado, liderado por um noviço, Carlos Pellegrini, abandonado num cargo que ele desconhecia e não merecia.
Um ano e um mês depois da funesta passagem de Argel e dos equívocos em encontrar um substituto, o Inter dá sinais de que os remédios aplicados pela gestão Medeiros foram bem ministrados.
Guto Ferreira quase foi mais uma vítima deste desarranjo.
Oitenta dias após assumir como técnico e depois de 18 partidas parece ter encontrado um time titular com opções de reservas.
Após cinco vitórias seguidas, três com boas atuações, volta-se a louvar o futebol e a forma física de D’Alessandro.
Duvidou-se até de um meia de qualidade inquestionável como ele.
O Inter dá sinais de que está ressurgindo.
Já era tempo.