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Cometendo um exagero diria que este Internacional é a negação de uma das máximas do Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não sai nada mesmo.” O que esperar de um time que, como visitante, havia levado algumas goleadas e, em 15 partidas, vencido apenas duas, Coritiba e Joinville, rivais que figuram na zona do rebaixamento do Brasileiro? Ora, esperar mais um tropeço. O Flamengo vinha de quatro derrotas nas últimas cinco partidas, é verdade, mas disputava, com o próprio Inter, a quarta colocação do campeonato. Era jogo às veras! Pois saiu alguma coisa de um Inter onde não vinha saindo nada. Saiu da forma mais inusitada possível e nem poderia ser diferente. Feito ponteiro, o lateral-direito William cruzou uma bola que encontrou um zagueiro improvisado como lateral-esquerdo, Ernando, na posição de centroavante. Com estilo de goleador, de atacante nato, Ernado mandou ver de primeira. Um golaço! Depois, foi segurar a peteca, perdão, a bola. Alisson mostrou porque está na Seleção e o maestro D’Alessandro entrou no segundo tempo para reter a pelota. O Flamengo pressionou e o Inter atacou por estocadas. O final foi dramático. Vencer com dramaticidade é mais gostoso.