Estudo da Ernst&Young aponta que o Inter apresentou uma receita recorde em 2019: R$ 441 milhões (aumento de 50% comparado ao ano anterior). Todas as fontes de receita do clube demonstraram evolução: direitos de transmissão (32%), transferências de jogadores (168%), comerciais (22%) e bilheteria (21%).
Todas as receitas citadas acima, mais a arrecadação com os sócios e parte da verba da TV estão comprometidas com a pandemia do coronavírus. A crise era prevista, e foi cantada aqui vai tempo.
A receita líquida das atividades para 2020 estava planejada em R$ 342 milhões. O balancete de junho dará uma ideia melhor do andar da carruagem, mas é possível prever redução brutal. Lembrando que agora começará o grosso da inadimplência dos sócios.
Os sócios deixaram R$ 18,7 milhões nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2019. Entraram R$ 25,1 milhões da televisão e R$ 9,4 milhões de patrocínio. A bilheteria colaborou com R$ 1,9 milhão. Com negociação de jogadores, o clube faturou pouco, apenas R$ 4,9 milhões. Nenhuma destas metas será atingida agora.
A crise ficará ainda pior se a Conmebol cancelar a Libertadores, que estava na sua segunda rodada na fase de grupos.
Nos números dados acima sobre o balancete do primeiro trimestre do Inter não entraram as rendas dos jogos pela Libertadores diante do River Plate (R$ 2.228.646,00) e Palestino (1.836.545,00) realizados em abril no Beira-Rio. Nem os R$ 5 milhões que o clube da Turner como premiação do Campeonato Brasileiro.
O Internacional diz em nota que “a possível rescisão do contrato de parceria para transmissão do Brasileirão, por exemplo, significará perda de cerca de R$ 25 milhões.” Azedou de vez a negociação com a Turner. Deveremos ter briga judicial. Mais do que nunca num ano de pandemia o clube contava com esse dinheiro.
O Inter e a pandemia
A crise era prevista, e foi cantada aqui vai tempo
