Hiltor Mombach

O Inter e a vaca no poste

Este Inter de Coudet está longe de ser uma vaca em cima do poste.

O Inter terminou a quinta rodada do Brasileiro de 2016 na liderança com quatro vitórias e um empate.
Mesmo tendo vencido Athletico-PR e Sport em casa e São Paulo e Santos fora e com aproveitamento de 86,7% decretei para surpresa geral que o Inter era um vaca em cima do poste.
Quem vê uma vaca em cima de um poste sabe que a vaca está lá. Como a vaca chegou lá são outros quinhentos. Eu não conseguia explicar aquele Inter de Argel que estava na ponta da tabela do Brasileiro. Quando começou a despencar até o rodapé, eu entendi.
Até os quero-queros de São Pedro da Serra, terra dos meus avós, sabiam que aquele Inter desajeitado, torto, desarrumado, já caminhava resoluto para a Segundona. O futebol é uma usina de esperança, mas não de milagres. Caiu, como eu previa.
Este Inter de Coudet que encerra a sexta rodada do Brasileiro como líder isolado com cinco vitórias (duas fora) e uma derrota, que tem aproveitamento de 100% no estádio Beira-Rio está longe de ser uma vaca em cima do poste. 
É ajeitado, arrumado e passa a impressão que pode mais. Sobrar, só sobrou diante do Santos. Até na goleada diante do Atlético-GO teve dificuldades até abrir o placar, no segundo tempo.
Invariavelmente começa a partida lembrando aquele Inter de Aguirre: avassalador. É só marcar que as coisas mudam. Nem de longe é falta de preparo físico, já que fôlego não falta.
É possível que o time ainda não tenha adquirido a confiança necessária para abrir o placar e seguir martelando em busca do segundo gol. Não há sede para ampliar. O Inter parece que joga com o freio e mão puxado depois de garantir o 1 a 0.
Não sei até onde este time vai. Sei que neste momento, quando é o principal protagonista do Brasileiro, dá esperança de boas campanhas no nacional, Copa do Brasil e Libertadores. 
Uma pena que Coudet tenha perdido o excelente Guerrerro. Quando se machucou vivia boa base. Guerrero e Galhardo juntos seria sinônimo de furor ofensivo.