Hiltor Mombach

O Inter e as bananeiras que já deram cacho

“Nossas metas são claras para a base: representar 40% da equipe profissional e no mínimo 4 jogadores na equipe titular.”

Alessandro Barcellos certamente, como presidente do Inter, conhece o hino do clube de cor e salteado.
Leva o nome de Celeiro de Ases.
É de Nelson Silva.
“É teu passado alvi-rubro/ Motivo de festas em nossos corações/ O teu presente diz tudo/ Trazendo à torcida alegres emoções/ Colorado de ases celeiro...”
Também deve lembrar da promessa feita por escrito em carta enviada ao Correio do Povo em 15/12/2020:
“Nossas metas são claras para a base: representar 40% da equipe profissional e no mínimo 4 jogadores na equipe titular.”
Rochet, Bustos, Vitão, Mercado e Renê; Fernando e Aránguiz; Alan Patrick; Wesley, Borré e Enner.
Talvez esse fosse o time ideal de Coudet.
Nenhum garoto da base.
Repatriado com pompa, Aránguiz desembarcou como bananeira que já havia dado cacho.
Veio, viu e se foi sem deixar saudade.
O rendimento do volante ficou aquém do esperado. Esteve ausente em 43% dos compromissos nesta temporada, em somente 23 dos 41 jogos da equipe, sendo titular em apenas 15.
Ganhava cerca de R$ 600 mil por mês.
Em 3 anos e 7 meses no cargo, Barcellos segue relegando a base.
É possível que Roger dê chance para a garotada.

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