Hiltor Mombach

O Inter e o doping: a mancha sai, mas demora

A CBF informou que o Internacional teve dois jogadores flagrados em exames antidoping.
São os volantes Nilton e Wellington.
A substância é hidroclorotiazida.
Trata-se de um diurético.
Não gera aumento de performance física.
Em geral, é usada para mascaramento, com a finalidade de esconder e acelerar a eliminação de outras substâncias proibidas. Doping é o uso de substâncias naturais ou sintéticas que visam melhorar o desempenho dos atletas em competições.
Este objetivo é ilícito.

Nilton sofria por estar acima do peso.
Chegou a perder quase quatro quilos. Wellington parece fininho.

A palavra doping impacta mais junto ao público do que o efeito de muitas substâncias no organismo.
Em termos práticos o Inter perde neste momento o seu volante titular, Nilton, para o restante do Brasileiro e talvez por dois anos.
O clube não é punido. Mas muito pior é o abalo da imagem da instituição. Quem errou neste caso abalou a credibilidade do clube. Por algum tempo, qualquer vitória ou conquista colorada será atribuída pelos rivais ao uso de doping.


A mancha sai, mas demora.