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O Inter está entre as cinco equipes que ainda não foram rebaixadas no Brasileiro. Esteve perto, mas não caiu. Está numa posição confortável na tabela, 8º lugar com 20 pontos, cinco a mais do que o primeiro rebaixado hoje, o Figueirense. Mas se perder para o Palmeiras domingo e o Figueirense bater a Chapecoense esta diferença cairá para dois pontinhos. Neste caso começará outra batalha, contra o rebaixamento, sem data para terminar. Agonia para o torcedor e prejuízo nos cofres. Nestas horas há uma debandada de sócios, com aumento da inadimplência, e baixa na venda de produtos. Piffero foi eleito para fazer mais do mesmo. Dirigente mais vitorioso da era Beira-Rio, esperava-se que retomasse os caminhos da era de ouro, que culminaram com vários títulos importantes. O staff de Piffero contava, entre outros, com Fernando Carvalho, o mentor intelectual deste Inter levantador de taças pós-2006, e Luigi. Um triunvirato peso pesado quando o assunto é futebol. As mortes de Luiz Fernando Costa e Celso Chamun deixaram Carlos Pellegrini órfão no departamento mais importante do clube. Pellegrini tem o DND do futebol, é de uma família importantes dirigentes, mas começou noviço, embora hoje já tenha adquirido estofo para ocupar o cargo de vice-presidente. Houve uma invasão de novos dirigentes colorados, os chamados acadêmicos, que preferem atuar em setores administrativos, ficando longe da exposição violenta e corrosiva do futebol. O Inter unido e agregador dos anos dourados foi se dissolvendo até acabar com Piffero de um lado, Luigi de outro e Fernando Carvalho neutro, sem palpitar, para não brigar com um ou com o outro. Piffero e Luigi são irreconciliáveis. O Inter que exalava futebol está sepultado, deu lugar a uma gestão insossa, que abriu mão do maior predicado: ter no grupo jogadores verdadeiramente identificados com seu torcedor. Não há um Fernandão, um Tinga, um D’Alessandro, um Índio... Tanto que não há mais campanha de marketing calcada num ídolo. O Inter já foi um case de sucesso. Nem sombra disto é mais.