Hiltor Mombach

O Inter e os três relatórios

Invejo os tudólogos.
Como Sócrates, só sei que nada sei.
Sou um achólogo, praticante do achismo, um perguntador lutando contra a ignorância, um leigo confesso em muitos assuntos.
As contas da gestão Piffero foram alvo de três avaliações, todas diferentes.
Foi ouvir um auditor sobre o assunto.
Diz que há contratações específicas, conforme o interesse do cliente, no caso o Inter.
Uma empresas pode buscar notas fiscais por amostragem e outra ser contratada para uma investigação mais profunda, por exemplo.
Um leigo como eu tem dificuldade em entender relatórios realizados dentro de um mesmo clube com pareceres tão diferentes.
A Saweryn & Associados S/S, Auditores Independentes solicita em sua auditoria “uma posição do controle auxiliar do grupo de contas de “impostos e contribuições a recolher”, cujo montante é de R$ 5.799.694, em 31 de dezembro de 2016. Não há apontamento grave sobre a gestão. Na íntegra no meu blogue.
Também publiquei na integra os “Relatórios de Controles Internos dos Auditores do CF; Relatórios dos Auditores do Clube acerca das Demonstrações Contábeis de 2016 Demonstrações Contábeis do Exercício findo em 31.12.2016”. Nele, o presidente do Conselho Fiscal, Geraldo da Camino votava pela reprovação das contas.
Este relatório apontava, entre outras coisas, o seguinte:
“Ainda, complementarmente, informa que estará oficiando ao presidente do Conselho de Gestão, sugerindo sindicância para apurar o extravio de documentos do clube, referido no relatório de controles internos dos auditores, e para apurar possível renúncia de receita na locação do centro de eventos firmada em dezembro de 2016, por R$ 300,00, quando em comparação com outra locação havida no mesmo ano, no valor de R$ 15.000,00.”
Recentemente o repórter Fabrício Falkowski revelou que uma due diligenge encomendada pelo Inter, sob orientação do Conselho Fiscal, e realizada pela Ernst & Young, encontrou vários problemas administrativos e financeiros no clube nos anos de 2015 e 2016. Um seria o pagamento a cinco empresas, todas do ramo da construção civil, de valores superiores a R$ 9 milhões. Uma delas apresenta como sede um apartamento de cobertura em Torres.
É esta due diligenge da Ernst & Young que os conselheiros conhecerão nesta terça-feira. As informações são de que traz muitas informações que não aparecem na auditoria e nos relatórios.