Hiltor Mombach

O Inter entrou em espiral rumo ao fim do poço. Um poço que parece não ter fim

Uma expressão popular diz que, diante da falta de alternativa, "se não tem tu, vai tu mesmo"

Inter tem novo treinador. Crise segue
Inter tem novo treinador. Crise segue Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

Uma expressão popular diz que, diante da falta de alternativa, "se não tem tu, vai tu mesmo" .
No sentindo pejorativo, o termo amador caracteriza pessoa sem experiência ou habilidade em uma tarefa.
De forma amadora, o Inter demitiu o treinador Paulo Pezzolano no domingo sem ter um substituto acertado ou bem engatilhado. Na verdade, Pezzolano já estava demitido no sábado após a derrota para o São Paulo por 1 a 0.
Ninguém ousaria especular um grande nome. Ouvi aqui e ali que só doido para pegar um time na zona de rebaixamento restando 10 rodadas. Lisca seria um de uma lista que teria recusado o convite. Já se vê que Lisca não é doido.
Eduardo Baptista aceitou a empreitada. Em 20 de junho de 2022, ele foi demitido pelo Juventude após uma derrota por 3 a 1 para o Atlético-GO que deixou a equipe na lanterna do Campeonato Brasileiro.
No mesmo ano, foi demitido também pelo Atlético-GO após apenas seis partidas no comando da equipe. Foram cinco derrotas seguidas.
Era lógico e incontestável que Eduardo Baptista sofreria forte rejeição por parte da torcida. Ele não tem culpa de nada, pois não se autocontratou. Para trabalhar até 2/12, dois meses e alguma coisa (se durar até lá) receberá uma bela bolada. Está na dele, pois dinheiro é o que interessa. Lembrando que o Inter vinha atrasando salários e que só andam em dia no momento porque o empresário Delcir Sonda doou R$ 20 milhões. Até os quero-queros de Garibaldi, que será a capital mundial da bocha em outubro, sabem que R$ 20 milhões são como troco de bala em clube de futebol.
Minha intuição diz seria saído do Criciúma, time que disputa a Série B e que ocupa a 6ª posição, depois de três derrotas enfiadas, a última por 2 a 0 para o Operário-PR na sua casa, o estádio Heriberto Hülse.
A estreia de Eduardo Baptista se dará em 7/10, no Beira-Rio, diante do Corinthians, que vem de seis derrotas e, assim como o Inter, corre risco de parar na Segundona.
Ouso dizer que, nestas circunstâncias, só Abelão resistiria a um tropeço diante do Corinthians. Tem estofo, é um ícone e virou estátua. É possível que Dunga, que não treina vai década, resistisse por sua identificação com o Inter.
Há seis anos, quando começou a gestão Alessandro Barcellos, o Inter entrou em espiral rumo ao fim do poço. Um poço que parece não ter fim.
Em 12/09, um sábado, o Grêmio perdeu para o Vasco da Gama, na Arena. No domingo demitiu Luís Castro e já se sabia quem seria o novo treinador: Renato.
Minha intuição diz que a direção entrou em contato com Renato ainda no sábado logo depois da derrota.
Não cabe a comparação entre o amadorismo do Inter e a rapidez do Grêmio pois são raros os clubes que tem um treinador para qualquer emergência. O Inter tem Abelão, mas convocá-lo nesta hora seria uma indecência.