Até os quero-queros de São Leopoldo sabem os motivos pelos quais o Inter chegou em terceiro no Brasileiro do ano passado. Palmeiras, Grêmio, Flamengo e Cruzeiro, entre outros, estavam envolvidos na Libertadores.
Flamengo, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo estavam nas semifinais da Copa do Brasil.
O Inter não disputou a Libertadores e nem passou para as oitavas da Copa do Brasil.
É inegável o mérito de Odair de ter dado ao Inter uma cara de time de futebol.
Aquilo comandado por Argel era uma caricatura.
Por Argel e outros.
Odair deu consistência tática.
Mas também é verdade que o Inter ganhou a maioria dos seus jogos pelo Brasileiro na base da força.
Isto é uma virtude.
Ficou evidente que o primeiro passo estava dado.
Quem sabe a repetição do time, o entrosamento, tornariam o Inter um time de futebol vistoso?
Isto não aconteceu até o final de 2018.
O jogo contra o Pelotas, com todos os descontos que devem ser dados por ter sido o primeiro do time principal na temporada, mostrou um Inter igual ao de 2018.
Sem a mesma força física porque os jogadores estão de volta de férias.
Mas com o mesmo padrão de jogo.
Com D"Alessandro e Nico ocupando muitas vezes o mesmo espaço.
Moledo é o mesmo.
Está claro que assim o Inter não vai a lugar algum.
Odair precisa promover testes.
Parede, Sobis e Neilton entraram na fogueira, no segundo tempo.
Odair poderia ter começado com Rithely ou Lindoso no meio.
Tem que promover testes, mudanças táticas.
Há males que vem para o bem.
A derrota para o Pelotas (repito, com todos os descontos de um jogo de estreia dos titulares) escancarou velhos problemas.
Ou Odair acerta o time com os reforços que vieram e com os garotos que subiram ou o ano mostrará um Inter coadjuvante nas grandes competições.
Porque grana para contratar, não há.
