Nem mesmo os três árbitros do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
Cada um vai com uma sentença na cabeça e desconhecendo a interpretação do companheiro.
Pode acontecer de tudo. Inclusive nada.
Depois de ouvir muitas das partes envolvidas conclui que nada posso concluir. Nem mesmo praticar achômetro ou achismo.
Os advogados do Inter não estão nem otimistas nem pessimistas.
Estão na expectativa.
Como todos os colorados.
Sou guiado pela intuição e com a prática aprendi a ler nas entrelinhas. Impossível usar a intuição em acontecimento tão inusitado e longínquo. Como ler nas entrelinhas se os três árbitros, o italiano Luigi Fumagalli, o português Rui Botica e o argentino de origem israelense Efraim Barak, não concedem entrevista?
É possível que o julgamento do caso Victor Ramos por um tribunal isento na Suíça abra caminho para que outros clubes brasileiros sigam o mesmo caminho quando se acharem prejudicados pela CBF ou pela justiça esportiva brasileira.
O mais dramático de uma decisão é a espera.
O Inter completa 108 anos neste 4 de abril.
