Hiltor Mombach

O INTER NO PAPEL

O INTER NO PAPEL

Em tese, o Inter tem tudo para ir bem do meio para frente na partida deste domingo contra o Palmeiras e enfrentar dificuldades do meio para trás. Pode acontecer o contrário, ou o time ir bem na frente e atrás, ou ainda fracassar nos dois setores, pois tese é tese, quase um achômetro.

D’’Alessandro e Oscar são referências técnicas, jogadores de qualidade incontestável. Mais à frente temos Zé Roberto, destaque do time em três dos quatro últimos jogos, e Leandro Damião, o goleador colorado na temporada com 21 gols, jovem pretendido por vários clubes europeus. Em tese, o Inter pode superar as dificuldades impostas por um adversário que só levou um gol em três jogos pelo Brasileiro e furar o bloqueio.

Guiñazu é segundo-volante e Tinga vem exercendo mais a terceira função. Guiñazu tem 1,72 m e 33 anos; Tinga, 1,70 m e os mesmos 33 anos. São baixos. A idade não conta, não para estes dois, jogadores de alta movimentação. Mas conta o fato de nenhum guardar posição. Atrás temos uma zaga que levou gol nos três jogos pelo Brasileiro, com Rodrigo em fase instável. Em tese, o Inter terá que se superar do meio para trás para segurar o adversário.

O Inter fará sua segunda apresentação no Beira-Rio. Na primeira, desabou contra o modesto Ceará. Como cada jogo tem uma história diferente, a de hoje poderá ter um final feliz.