Aguirre, Argel, Falcão, Roth, Lisca, Zago e Guto Ferreira, além de Odair Hellmann como interino.
De agosto de 2015 a novembro de 2017 o Internacional teve oito treinadores. Oito. Um a cada três meses e alguma coisa.
Com Aguirre o Inter teve bons momentos e, com Argel, virou uma caricatura de time, a vaca em cima do poste.
Mal começava o Brasileiro de 2016 e escrevi:
“Quem vê uma vaca em cima de um poste sabe que a vaca está lá.
Como a vaca chegou lá são outros quinhentos.”
Falava sobre o Inter estar no topo da tabela sem jogar bem.
Falcão durou 27 dias: foram cinco partidas, com dois empates e três derrotas.
Guto caiu em 11 de novembro de 2017.
Ali, o Inter começou uma mudança que tem reflexos até hoje.
Pouco mais de um mês depois, efetivou Odair como treinador, ele que vinha atuando como interino. Acertou.
Odair montou um time.
Não uma caricatura, um esboço, um amontoado, mas um time.
Melhor do que a encomenda por se tratar de um noviço e pelas limitações financeiras do clube.
Este mérito é dele e daqueles que apostaram nele, fato incontestável e reconhecido.
Mas, e há sempre um mas em tudo, os que esperavam que o time fosse numa crescente acabaram frustrados.
O Inter parece ter atingido um limite, o seu limite.
Muito por parte da crise financeira, que não permite bancar reforços incontestáveis.
Porém Odair Hellmann parece ter aqui a sua parcela de culpa.
A derrota para o Pelotas na estreia dos titulares no Gauchão em pleno Beira-Rio seria minimizada não fosse o futebol mostrado ter sido mais do mesmo.
Afinal, as pernas pesam muito e não ajudam em começo de temporada e depois de 30 dias de férias.
Odair está encaixado num sistema de jogo.
Não ousa, não testa.
Poderia ter escalado Rithely com Lindoso no meio e Parede com Neilton no ataque.
Para ver, observar.
Escalou Bruno na lateral por absoluta necessidade.
Resultado?
Gostei do desempenho.
Foi bem no apoio.
Este time titular escalado contra o Pelotas é o mesmo de 2018.
Quem foi ao Beira-Rio viu uma repetição de virtudes e defeitos.
Quantas partidas este Inter fez pelo Brasileiro de 2018 com futebol de encher os olhos?
Cabem numa mão se tanto.
Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, os bambambãs da temporada passada, deverão ser os bambambãs de 2019.
Eles não chegaram na final da Libertadores.
Faltam dez oceanos para o Inter atingir o patamar destes três times. E aqui coloco também o reforçado Flamengo.
Graças a um calendário menos apertado o Inter encerrou em terceiro no Brasileiro.
Melhorou em relação a ele mesmo, é verdade. Acho, por intuição e por achômetro, que a direção comandada por Medeiros padece de uma ilusão, de um erro de percepção, o de que se o Inter foi terceiro no Brasileiro está no nível dos bambambãs.
Não está. O jogo de quinta escancarou isto.
Há males que vêm para o bem.
Tivesse goleado o Pelotas e o Inter poderia achar que está tudo bem.
