O Inter só não podia perder o Gre-Nal.
Não perdeu.
Deu certo a estratégia colorada, portanto.
Somou um ponto precioso na sua luta contra o rebaixamento. Decisivo, diria.
Empatou diante de 53.287 torcedores, quase todos gremistas, que lotaram a Arena na esperança de que o time ajudasse a cravar mais um prego no caixão do Inter.
Neste sentido, houve frustração.
Clássico pegado, como sempre, de pouca técnica e raras chances de gol, duas para o Inter e uma para o Grêmio.
O Inter queria terminar a rodada fora do Z-4.
Conseguiu seu intento. O Grêmio pretendia retornar ao G-6. Segue fora.
O árbitro Francisco Carlos do Nascimento foi um dos principais personagens do clássico.
Expulsou Edílson, que trocou o futebol pelo boxe, acertando socos em Dourado, e surpreendeu ao dar cartão vermelho também para Dourado.
Talvez ele tenha visto o volante dar cabeçadas na mão de Edílson.
Renato só poupou Douglas, pois a exigência do torcedor e da direção era de que escalasse os titulares.
Teremos uma eleição presidencial e não haveria como explicar ao sócio um tropeço usando reservas ou time misto.
Como já disse, a esperança era de que o Grêmio ajudasse a cravar mais um prego no caixão do Inter.
