Siga o Correio do Povo no Google!E fique um passo à frente das principais notícias.
Por Luiz Henrique Nuñez de Oliveira / Conselheiro do Internacional
Se dentro de campo, estamos perdendo rendimento a cada rodada, o que é injustificável para um clube que investe muito dinheiro em seu Departamento de Futebol, fora dele a política começa a fervilhar. Muito se ouve que devemos buscar a pacificação e a unidade em torno de propósitos que permitam a estabilidade, a governabilidade e o crescimento da instituição. Concordo, principalmente quando o objetivo é buscar o crescimento do clube e a retomada dos grandes títulos. Mas fico me questionando. Que tipo de unidade é esta? Quando uma instituição, uma grande empresa, busca a unidade, elas o fazem em torno de metas, de objetivos bem definidos, bem claros. O fazem em busca de uma visão futura, que traduza as ambições desta instituição e de sua coletividade. No caso do Inter deve nos unir para buscar a grandeza do clube, a saúde financeira, o profissionalismo e o futebol sempre campeão! Fico com a sensação que aqueles que defendem a pacificação e a unidade do clube, querem exatamente isto. Porém, sempre sinalizam que este caminho só pode ocorrer se no poder estiverem sempre as mesmas pessoas ou os mesmos grupos. Estive no plenário do Conselho Deliberativo ano passado, reivindicando em nome do Convergência, que o clube nomeasse uma comissão no âmbito deste conselho, para acompanhar, fiscalizar e cobrar o andamento do Planejamento Estratégico do Clube. Sim temos um planejamento! E bastante ousado, cobrindo 10 anos e que visava, ou ainda visa, transformar o Inter no maior clube da América. Este está abandonado, e depois de diversas reuniões cobrando a implantação desta comissão, nada aconteceu. Quem conhece um pouquinho de administração e de planejamento, sabe que esta importante ferramenta de gestão oferece a possibilidade de mostrar um rumo, um caminho a seguir. Em torno de um planejamento saberíamos o que fazer e o que não fazer, que metas a alcançar, quais os grandes objetivos e, principalmente, se estávamos no caminho certo. Quando não se tem um caminho definido, qualquer um serve. É o que parece estar acontecendo com nosso Inter, infelizmente. Se tivéssemos uma meta clara, um grande objetivo a conquistar, acredito que estaríamos unidos para atingi-lo. Agora, se a unidade só servir para manter determinado grupo no comando e sem críticas, aí certamente esta almejada unidade falhará. Pelo Inter nos unimos. Por pessoas e grupos, nem sempre.