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Por WILLIAM LAMPERT
O litígio entre Grêmio e Kleber está definitivamente deflagrado. Há poucos dias, o jogador ingressou na Justiça contra o clube, que, no entanto, ainda não foi notificado. A rescisão contratual será, agora, debatida na esfera dos tribunais.
Como ainda não houve nenhuma notificação oficial, o Grêmio não sabe o teor da ação movida pelo atleta. O empresário do atacante, Giuseppe Dioguardi, não atendeu aos telefonemas e nem respondeu as mensagens do Correio do Povo para comentar o assunto.
O tricolor havia dado um fim às negociações para a rescisão amigável há um mês, em 19 de março. As tratativas haviam emperrado em alguns itens. Alguns dias antes, Nestor Hein, diretor jurídico gremista, já tinha dito que elas estavam encerradas, mas o representante do Gladiador veio a Porto Alegre para dizer que as conversas continuavam entre as partes. Chegou a citar entre os pontos divergentes o desejo do clube de estipular uma cláusula impedindo o atleta de assinar com o Inter após o término deste vínculo.
Kleber treina em separado desde 15 de janeiro. Felipão deixou bem claro que não trabalharia com o atacante. O jogador, então, trabalhava em horários alternativos. Com a ação, é possível que não treine mais nas dependências do Grêmio. “Talvez não tenha mais clima”, diz um dirigente. Após conhecer o teor da ação, o departamento jurídico gremista irá definir as medidas a serem adotadas.
O contrato dele vai até o fim de 2016. Tem ainda a receber entre salários um valor próximo de R$ 15 milhões. O custo mensal do Gladiador beira aos R$ 700 mil. Estão incluídos neste valor encargos financeiros e até uma parcela que é paga ao empresário do atleta.
Kleber veio no fim de 2011 para ser o grande nome do Grêmio. Era a junção do Gladiador com a Arena que seria inaugurada um ano depois. Somente no começo da sua passagem empolgou. Vai deixar o clube depois de 23 gols em 105 jogos.