Hiltor Mombach

O Mazembe do Grêmio / Antônio Carlos Azambuja

O Mazembe do Grêmio / Antônio Carlos Azambuja

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O Mazembe do Grêmio
TRIBUNA LIVRE


Eles conseguiram.
Finalmente, depois de um enorme esforço, a nossa direção equilibrou o cotejo de ridículos entretidos com o nosso rival, no sentido de apurar-se qual o pior vexame (mico a pagar) perante a mídia e o público desportivo mundial.
Nada de novo a acrescentar sobre o que, em um comentário anterior, já fiz aos meus amigos mais chegados, por e-mail.
Apenas aduzir:
1º) Ratificar o que ali, disse a respeito de Rodolpho, Borges e Fernando. O primeiro, violento, destemperado, ansioso, simplesmente rebatedor, taticamente indisciplinado, não é bom na bola aérea defensiva e nem na ofensiva, um jogador muito menor do que nos foi vendido, O segundo, o nosso homem “in”: insuficiente, inoperante e...infeliz ou “”dis” – distraído e displicente. Joga mais deitado do que em pé e vive escondido atrás dos agueiros adversários. Não tabela, não faz parede, não chuta de meia distância e etc e etc. Fernando, a sua vez, entra e sai e ninguém sabe se entrou ou saiu, É um papel em branco.
Acrescentar
(a) Mário Fernandes, o dodói. Está tão magro e pálido, que parece doente, quem sabe anêmico, senão, tísico. Cada vez que cai no gramado, tem-se a impressão que partiu-se alguma coisa nele a clamar a ambulância, tal a contundência que aparenta ter qualquer de suas lesões. Por mais que se reconheça nele qualidades técnicas, não passa de um borsai ( é isso ?), um miniatura de craque e
b) Escudero. Enquanto não descer ou despir daquele bigode, não se pode dizer se é jogador de bola ou cantor de tango. Tem momentos e lances que apontam até para a excelência, impressão que se perde no momento seguinte, com jogada ridícula, de pátio de colégio, pisando na bola. Meio encurvado, olhando de soslaio, se movimenta como traduzindo o que dizem dele: inseguro, desconfiado, uma figura até aqui meio kafkiana , meio lunática. Podem me dizer quem foi que o descobriu ou indicou e por quais razões ?
2º) Nenhuma dessas contratações dessa direção de futebol deu certo este ano: Carlos Alberto, Vinicius Pacheco, Gilson, Rodolpho, Bruno Colaço, Escudero, Linz e por aí vai. A lembrar que são os mesmos que contrataram Astrada e Cia., nos idos do Guerreiro. Quem os vê falar nos programas de rádio e tv fica encantado com a verbosidade e a articulação de seus líderes “independentes”, todos advogados e presunçosos. É um tal de “tenho a plena convicção de que”, “estou convencido”, “é preciso planejamento”, “todo mundo contrata bondes”, “atitude”, “transparência” “imortalidade” “resguardo”, “resgate”.
Aliás, no tópico, vocês não acham que deveríamos de uma vez por todas, acabar com essa repetição de vices de futebol em cada governo do clube , como se o Grêmio não tivesse condições de inovar, de dar oportunidade a outros ?
Verifiquem o quadro nos últimos dez ou doze anos. São sempre os mesmos ! Cada um mais Cantinflas do que os outros. Teve um que aguardou um técnico por tanto tempo (meses) que sugeriu uma gravidez. Quando chegou, deu-se a luz. Não era, todavia, o filho de Deus. Era um Barrabás de quinta.
É difícil engolir aquele gol do Gilberto contra o Estudiantes ( o terceiro, do Cruzeiro) na quarta-feira passada, lembrando ao mesmo tempo do gol que fez para o Grêmio, na Libertadores de 2002, em Buenos Aires, vitória contra o River Plate de D’Álessandro (com 21 anos), último minuto, e ter presente que o Meira o rejeitou porque ou não jogava nada ou estava velho para vir ! Aí, trouxe Leandro ( o falso) ...
Nem falar no Roger...
Toinnng !!!
(Enquanto o Projeto Arena estiver no centro dos interesses do clube, o futebol estará sempre a reboque dele, material , operacional, e financeiramente. Temos de respirar fundo e atravessar esse deserto.)

Antônio Carlos Azambuja
Sócio