Hiltor Mombach

O MOMENTO DO GRÊMIO

O MOMENTO DO GRÊMIO

Na quinta-feira escrevi uma coluna que levou o título "A situação do Grêmio é complicada, mas não dramática". Terei que retomar o assunto. Restam 22 jogos, ou 66 pontos, a serem disputados. No ano passado, o Fluminense escapou com 46 pontos. Para chegar aos 46 pontos, faltam ao Grêmio 31, ou 46% de aproveitamento. Trinta e um pontos equivalem a dez vitórias e um empate. Até aqui, em 16 partidas, foram apenas três. Lembrei na coluna que restam 11 jogos em casa e que nem o fator local a equipe está fazendo valer. Em oito partidas no Olímpico, foram três vitórias, três derrotas e dois empates. Em 24 pontos nos seus domínios, ganhou 11, aproveitamento de 45,8%.

O Grêmio deste ano está longe de ser o Grêmio de anos anteriores. No ano passado, o time era o patrão da casa, tendo encerrado o Campeonato Brasileiro com um aproveitamento extraordinário de 82,5%. Em 2008, o aproveitamento foi de 80,7%, também acima da média. Vejam: se em 2009, o time ia mal fora de casa, compensava nos seus domínios. Agora, vai mal em casa e fora, onde ainda não venceu. Tentará esta façanha hoje contra o Atlético Paranaense.

Façanha por vários motivos: porque, para vencer, o Grêmio terá que quebrar um tabu, o de ganhar fora; porque jogando na Arena, o Atlético Paranaense vem sendo quase imbatível: venceu quatro, empatou duas e perdeu para o Cruzeiro e porque Renato Portaluppi teve pouco tempo para dar ao time um padrão de jogo mínimo.

Para os gremistas descrentes, e são muitos, encerro com uma frase feita: "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". Vejam o Fluminense: o clube quase rebaixado na temporada passada, num Brasileiro onde desfilou na lanterna algumas vezes, agora lidera o campeonato e com alguma folga.