Hiltor Mombach

O monstrengo ou o bom é ser ruim

Eu estava para cometer uma verdade exagerada, colocar como título o seguinte: bom é ser ruim. Acontece que muitos não entenderiam e, por outro lado, o Corinthians não é ruim.
Optei por dar como manchete o monstrengo.
Trata-se do Brasileiro.
O Corinthians não teve competência para garantir em 2016 vaga na Libertadores deste ano como não teve competência de prosseguir na Copa do Brasil, sendo eliminado por um time que está disputando a Série B, o Internacional.
Foi ruim nestas duas competições e o lado bom é que pode privilegiar o Brasileiro.
Alguém retrucará que disputa também esta tal de Sul-Americana.
Trata-se de um torneio fantasma, que reaparece e some.
Com um jogo a mais o Grêmio está oito pontos atrás do Corinthians.
Das cinco derrotas no Brasileiro, três foram com times reservas (Sport, Palmeiras e Botafogo) sendo que contra o Sport Renato teve que colocar em campo os reservas dos reservas.
Três partidas são iguais a nove pontos. O Grêmio está atrás oito pontos.
Até os quero-queros de Harmonia sabem que assim este campeonato é um monstrengo em termos de desigualdade. Este fato é indiscutível, indesmentível.
Sem falar do abismo financeiro das cotas de TV, com a Globo privilegiando Corinthians e Flamengo.

O Corinthians tem um jogo a menos, contra a Chapecoense.
Vamos dar como vitória, mais três pontos.
Livraria uma vantagem de 11 pontos em relação do Grêmio. 11 pontos poderiam ser reduzidos a nove se o Grêmio não tivesse que ter disputado três partidas com os reservas, uma delas com os reservas dos reservas.