Fui ouvir Renato.
O Grêmio havia perdido sua primeira partida em casa pelo Brasileiro, pela primeira vez não marcara gol ou gols, pela primeira vez decepcionara sua torcida (mais de 54 mil na Arena) e não alcançara o primeiro lugar da tabela.
Interessante o seu depoimento sobre o fato do Corinthians só disputar uma competição:
“É uma vantagem enorme.
É uma vantagem de um planeta para outro.
Se o Grêmio não tivesse a Copa do Brasil e a Libertadores com certeza estaria entre os três times que iriam disputar o (título) do Campeonato Brasileiro.”
Pontualmente, este argumento não serve para a derrota de ontem.
Grêmio e Corinthians jogaram na quinta-feira.
Serve para o quem vem pela frente.
O Corinthians joga domingo contra o Botafogo.
Já o Grêmio encara o Atlético-PR na quarta pela Copa do Brasil, o Palmeiras no sábado pelo Brasileiro e na terça encara o Godoy Cruz, na Argentina, pelas oitavas da Libertadores.
O ditado diz que “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.
Que dilema!
Certamente o Grêmio gostaria de se definir por um pássaro, a Libertadores. Mas como? Se deixar dois voarem muito longe, pode perde todos.
O Corinthians tem time, está encaixado, e briga por um único pássaro.
Quem vantagem!
