Bom dia, Hiltor!
No início deste ano tivemos alguns contatos acerca da questão do Parque Gigante e do receio que tínhamos nós, sócios, da extinção do clube. Lembro que o Sr. Mauri Luiz da Silva, Vice-Presidente do Parque Gigante, com quem firmei um contato bastante próximo desde aquele período, afirmou de forma definitiva que a o Parque Gigante não seria extinto. Sua manifestação, inclusive, foi publicada na tua coluna no Correio do Povo e no teu blog.
Eu falava, naquele período, da possibilidade do Parque Gigante ser extinto pelo novo estatuto. Fui muito contestado, inclusive pelo conselheiro Alexandre Limeira, Coordenador da Comissão Especial para Relacionamento com os Sócios, que, embora sempre afirmando não integrar a gestão, repetiu o discurso do vice-presidente.
O grupo de trabalho que elaborou o projeto do novo estatuto, formado por conselheiros de todos os movimentos com representação no Conselho Deliberativo, inclusive pelo Convergência Colorada, que se diz o único movimento de oposição, e que teria, entre seus membros, defensores do Parque Gigante, trabalhou de forma secreta durante cerca de um ano e meio, período durante o qual não foi passada nenhuma informação sobre os andamentos dos trabalhos aos sócios e à torcida em geral. Esse procedimento foi adotado mesmo com os diversos pedidos, registrados formalmente, feitos pelo Movimento O Povo do Clube, para que houvesse um mínimo de transparência nos trabalhos.
No dia 9 de junho, em reunião realizada no auditório do Ministério Público Estadual, o Conselho Deliberativo, decidiu que o projeto (secreto) de estatuto seria levado à votação pela Assembleia Geral de Sócios, que apenas votarão pela aprovação ou não, mesmo que tenham sido apresentadas 92 emendas ao projeto original, que simplesmente foram desconsideradas.
No último dia 2 de agosto, foi publicado o edital para convocação da Assembleia, a ser realizada no dia 30 de agosto. Incrivelmente, a convocação foi feita sem que os sócios tivessem acesso ao texto do projeto, que só foi disponibilizado no dia 7, e após o requerimento protocolado pelo Povo do Clube para que isso fosse feito.
Fiz todo esse histórico para ilustrar a afirmação de que não há nenhuma transparência ou qualquer resquício de democracia na maneira como foi encaminhada essa questão, de importância fundamental para o clube e a torcida, eis que o estatuto é a própria constituição do Sport Club Internacional.
Pois bem, Hiltor, o projeto do novo estatuto simplesmente excluiu o Parque Gigante. Em nenhum dos 65 artigos do texto, é feita qualquer referência ao Parque Gigante. Nem mesmo nos 3 artigos das disposições transitórias o Parque aparece.
Assim, considerando que tu foste o único jornalista que deu repercussão à nossa causa, te faço essa comunicação para teu conhecimento e te peço, novamente, o apoio na divulgação desses fatos, pois o sócio colorado, particularmente o associado do Parque Gigante, está prestes a sofrer um duro golpe, desferido por esta gestão e este conselho deliberativo que não têm, nenhum compromisso com a transparência e muito menos com a história do Clube do Povo.
Nesta comunicação ative-me basicamente à questão do Parque Gigante, que é um assunto sobre o que já conversamos, entretanto, o texto do projeto está minado de problemas e, se aprovado como está posto, sem apreciação das emendas, vai consagrar o processo que vem se desenvolvendo no Internacional há alguns anos, que pretende transformar o clube numa espécie de feudo, em que poucos grupos vão se perpetuar no comando e o povo colorado, que fez a grandeza do nosso clube, cada vez mais distante. Caso tenhas interesse, posso te provar isso de forma clara e inexorável.
Um grande abraço!
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Rodrigo Navarro Lins de Aguiar
Sócio Patrimonial Fundador do Parque Gigante
Matrícula nº 05295.00