Odair Hellmann cometeu um pecado gravíssimo: deu esperança ao desesperançado torcedor colorado.
Nelson Rodrigues abre assim uma das suas crônicas: “Pode parecer uma verdade exagerada, violentada, mas eu diria o seguinte: no Brasil, a glória está mais no insulto do que no elogio”.
Hipnotizado pela trajetória ascendente do Inter na tabela de classificação do Brasileiro o torcedor deletou seu temor inicial: o retorno para a funesta Segundona.
Odair botou para sonhar.
A mesma caixa de e-mail que não registrou uma mísera palavra de reconhecimento quando o Inter viu os 19 concorrentes pelo retrovisor serve agora para fulminar o treinador com adjetivos nada lisonjeiros.
“A glória está mais no insulto do que no elogio”.
Odair não está tirando leite de pedra, mas deu ao time um padrão de jogo desaparecido havia tempos do Beira-Rio.
Botou para sonhar quando a classificação para a pré-Libertadores seria saudada como um feito.
Cometeu um pecado gravíssimo: deu esperança ao desesperançado torcedor colorado.
