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Os quatro semifinalistas da Copa do Mundo carregam com eles 10 canecos em 19 edições. E 11 vices. O peso da camiseta não apenas assusta os rivais como condiciona a arbitragem. Lembrando: Brasil, cinco taças e dois vices; Alemanha, três taças e quatro vices; Argentina, duas taças e dois vices e finalmente a Holanda, com três vice-campeonatos. No sábado o árbitro Ravshan Irmatov ignorou uma penalidade clara da Holanda sobre a Costa Rica e, logo depois, marcou uma falta perigosa contra a Costa Rica numa bola que bateu nas costas do jogador, nunca no braço. Mesmo assim o jogo foi para as penalidades. Passou a Holanda. Esta Copa mostra que camiseta ainda pesa, mas continua dando indicativos de que o futebol está cada vez mais parelho. Nenhuma das decisões das quartas foi vencida por margem superior a um gol e todas tiveram final dramático: Brasil 2 x 1 Colômbia, Argentina 1 x 0 Bélgica, Alemanha 1 x 0 França e Holanda 0 x 0 nos 90min, na prorrogação, com a Holanda passando nos pênaltis. Há quatro anos, na Copa da África, tivemos nas quartas Uruguai 1 x 1 Gana (os uruguaios passaram nas penalidades), Brasil 1 x 2 Holanda, Espanha 1 x 0 Paraguai e apenas um resultando surpreendente: Alemanha 4 x 0 Argentina. Há papites para as semifinais e cada um tem o seu. Mas não há favoritos para Brasil x Alemanha e Argentina x Holanda. Nem a ausência do craque Neymar permite dar aos alemães algum favoritismo, pois contra eles haverá o fator local e não está escrito em lugar algum, porque futebol não segue receita de bolo, que Willian, seu possível substituto, não dará conta do recado com louvor. Por muitos motivos torço para uma final entre Brasil e Holanda. Não para vingar a última Copa, longe disto. Para não dar aos argentinos a chance de ser tri nas nossas barbas. E porque desabar diante da Holanda seria menos dolorido.