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O plano de recuperação da OAS, que depende de homologação e outros passo, diz que a “transferência da UPI (Unidade Produtiva Isolada) Arena POA pela SPE Gestão (ou entidade que a suceder) ao Grêmio se dará mediante pagamento do preço simbólico de aquisição correspondente a R$ 1,00 (um real), tendo em vista os diversos benefícios e vantagens a serem obtidos pelo Grupo OAS, especialmente a exoneração do Grupo OAS em relação às obrigações existentes juntos aos bancos repassadores, notadamente ao financiamento Arena POA, e uma vez que o objetivo comercial e econômico da alienação é viabilizar a desmobilização das atividades desenvolvidas pelo Grupo OAS em relação à Arena Grêmio, com a exoneração de relevantes obrigações contratuais relativamente aos Imóveis Olímpico.” Isto consta do plano apresentado aos credores. Há um contrato entre a OAS e o Grêmio prevendo que depois de pagar o financiamento junto aos bancos repassadores o Grêmio pagará a OAS. Os números que darei abaixo são aproximados e a forma de negociação não tem confirmação oficial. Até porque há cláusulas de confidencialidade. Ontem recebi a informação de que todos os bancos aceitaram o formato do acerto. Os R$ 18 milhões/ano que o Grêmio já paga para a Arena Porto-Alegrense pela migração dos sócios e mais uma quantia suportável ao clube iriam para o pagamento dos bancos. Se não houve renegociação, por cerca de seis anos. Hoje a dívida está entre R$ 100 e R$ 120 milhões. Depois, o clube pagaria a OAS por cerca de 12 anos. Especulando por cima, o Grêmio teria que pagar aos bancos R$ 30 milhões/ano. Alguém me diz que é menos, mas tudo bem. De onde o clube tiraria os outros R$ 12 milhões? Da bilheteria e do aumento do número de sócios. Diluindo estamos diante de R$ 1 milhão/mês.
Um gasto mais do que suportável para quem ficará com as rendas.