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A Geral nasceu e cresceu tendo o Grêmio como cúmplice. O dicionário define cúmplice como a “pessoa que tomou parte moral ou material em crime ou delito de outrem” e “conivente”. Poucas gestões bateram de frente com esta organizada. A Geral ainda ganha ingressos sem entrar na fila e de graça. Recebeu para o Gre-Nal de domingo. De quem? Ora, do Grêmio. A cumplicidade custa caro. Apadrinhada por um ex-presidente, a Geral teria exigido até empregos em gabinetes para garantir alguma sustentação política ao dirigente. Houve um tempo em que alguns dos seus líderes faturavam alto vendendo ingressos, que ganhavam de graça, repito, e outras coisitas mais. Disfarçada de torcida, a Geral exige agora Romildo Bolzan como interlocutor. Certamente prometerá cantar o nome de Romildo em prosa e verso nos jogos da Arena, fortalecendo o nome do presidente para o caso de ele decidir concorrer no futuro a um cargo político. Em troca, exigirá mais vantagens. Duvido que Romildo caia nesta esparrela. Um dia, tal cumplicidade cobraria seu preço. A Geral agoniza. Evidenciou isto em dois manifestos. Esperneia, anunciando o estertor. Sem o soro da cumplicidade seguirá definhando.