Vou falar sobre o Inter, mas meu assunto são os técnicos gaúchos.
Abro com Nelson Rodrigues:
“O patético de nossa época é que o passado se insinua no presente e repito: a toda hora e em toda parte, a vida injeta o passado no presente”.
Ao relembrar os cinco títulos da Libertadores, o Grêmio com três e o Inter com dois, bati com um dado óbvio, mas até então despercebido para este colunista: quatro tiveram no comando treinadores nascidos no Rio Grande do Sul e um é Cariúcho.
Amigos, não sei se a esperança é a última que morre.
Sei que o torcedor de futebol é invadido por uma euforia absurda quando se depara com alguma coincidência. A coincidência desencadeia uma esperança colossal.
Sou um obsessivo e volto da gauchada tomado por um bairrismo escancarado e confesso. Ao fato: assim como Valdir Espinosa, Luiz Felipe Scolari e Celso Roth, Roger Machado nasceu no Rio Grande do Sul.
O outro técnico, Abelão, é Cariúcho e torcedor do Inter.
Roger Machado é pampeano, natural de Porto Alegre, e o Inter está em busca do tri da Libertadores.
Ah, estas coincidências!
