Poderia ser o Real e a distância entre nós, para ficar no abismo verificado no Mundial de Clubes quando o Grêmio não teve chance contra o Real Madrid.
Foi este o título (a real distância entre nós) que pessoal do BBA Itaú, sob a liderança de Cesar Grafietti, deu quando comparou o futebol da Europa com o do Brasil na “Análise Econômico-Financeira dos Clubes Brasileiros de Futebol/2017”.
Trecho.
“Fizemos o seguinte exercício: considerando a relação Receita/PIB dos clubes europeus e aplicando-as ao PIB brasileiro de 2016 (R$ 6,26 trilhões), qual seria a receita que o clube brasileiro teria no ano?
Qual o tamanho do crescimento em relação à receita do Palmeiras, maior do país em 2016?
Veja que para atingir 10ª relação Receita/PIB, que pertenceu ao Galatasaray, de 0,0195%, a maior receita do Brasil deveria ser de R$ 999 milhões, ou 2,1 vezes maior que a auferida pelo Palmeiras em 2016.
Isto é bastante difícil, e esta dificuldade ajuda a explicar o porquê da distância entre o futebol europeu e o brasileiro.
Por mais esforços aplicados para aumento das receitas do clubes Brasileiros, um crescimento dessa magnitude leva tanto tempo para ocorrer que o torna improvável, ao menos a curto e médio prazos.”
Mais: “No Brasil, a venda de atletas é um componente importante, mas diferentemente dos Europeus, que trabalham com receitas mais estáveis, os brasileiros ficam à mercê da demanda dos coirmãos do Velho Mundo. Enquanto Barça e Real Madrid faturara R$ 2,4 bilhões na última temporada, o Palmeiras ficou com R$ 476 milhões.
Do BBA Itaú: “Real Madrid e Barcelona mostram quão fortes são, visto que suas receitas frente ao PIB espanhol são substancialmente maiores que a dos pares europeus.”
Se são fortes por lá, imagina frente aos sul-americanos.
Estivesse no Barça ou no Real Madrid e Arthur seria inegociável.
Há como o Grêmio segurá-lo? Não.
