Hiltor Mombach

O RS de cócoras

O querido Milton Jung, a “voz do rádio”, costuma dizer que “quem muito se abaixa os fundilhos aparece”.
Quando o assunto é força política no futebol, já estamos de cócoras.
Rubens Hofmeister foi o último caudilho gaúcho.
Brigava com a antiga CBD e sua cúpula.
Quando não podia no grito com os dirigentes do eixo Rio-São Paulo, partia para o tapa.
Na busca de igualdade comprou briga com o diretor de futebol da CBD, Antônio do Passo.
E declarou o dirigente persona non grata.
Perondi tinha outro estilo.
Estupendo costurador político, preferia conversar.
Teve força na CBF com seu amigo Ricardo Teixeira.
Noveletto ensaiou uma oposição ao atual presidente da CBF, José Maria Marin, mas recolheu-se, não sei se intimidado ou cooptado.
Noveletto representa a esperança de um levante gaúcho contra Marin. Deveria se associar ao Inter na questão Damião e bater forte na CBF.
Como se sabe o atacante foi convocado mesmo machucado, com os laterais Daniel Alves e Alex Sandro, ambos lesionados, sendo liberados.
Noveletto tem que começar a marcar posição.
Não há outra forma de se firmar politicamente no cenário nacional.
O próprio Inter deu um chiadinho.
Roncar grosso,não roncou.
Necessitamos de indignação.
Que se aplique no futebol esta frase do poema “Galo de Rinha”, de Jayme Caetano Braun: “Que se alguém dobrar-me a espinha / Há de ser depois de morto!”