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POR WILLIAM LAMPERT
Na quinta-feira da semana passada, o presidente Romildo Bolzan Júnior recebeu o “sim” da última parte para que o acordo de assumir a gestão da Arena fosse finalmente firmado. O Banco do Brasil concordava que o clube assumisse o financiamento obtido do BNDES e a OAS sai completamente de cena. Era o último entrave. Agora, o contrato está na fase de ser redigido. Mas detalhes sempre acabam gerando um debate entre as partes envolvidas. No entanto, o Grêmio está muito próximo de concretizar um sonho que já dura dois anos e meio. Três bancos foram os responsáveis por liberar o financiamento para construção do estádio. Satander e Banrisul já haviam aceitado que o clube passasse a ser o responsável pelas prestações mensais que começaram em setembro de 2013 e vão até abril de 2022. O Banco do Brasil estava receoso, mas o Grêmio apresentou garantias de receitas suas como forma de não atrasar as parcelas — como a gestora Arena tem feito neste ano sem o aporte da OAS. A construtora obteve R$ 210 milhões no BNDES para serem quitados em cem prestações. Somados aos juros, a mensalidade em 2015 começou em R$ 3,9 milhões e terminará em R$ 3,6 milhões, totalizando cerca de R$ 45 milhões entre janeiro e fevereiro. Somente com o fim da cessão onerosa para acomodar os seus sócios, o Grêmio economizará R$ 1,5 milhão. O restante virá das rendas dos jogos e do incremento de receitas. Um plano de sócios para ser lançando no dia da oficialização do acordo já é trabalhado nos bastidores do clube. Estará livre para cobrar qualquer valor de mensalidade ou efetuar qualquer tipo de promoção na Arena sem precisar consultar e pedir a autorização da OAS. O sonho em sempre foi fazer o anúncio no aniversário gremista de 112 anos, em 15 de setembro. Depois de Fábio Koff acordar a renegociação do contrato na metade de 2013, de abrir as negociações para a compra da gestão do estádio em junho do ano passado, de anunciar a aquisição em outubro, Romildo está muito próximo do passo final.