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O supervisor de futebol do Cruzeiro, Benecy Queiroz disse ter comprado um árbitro no passado. A entrevista do cartola foi ao programa Meio de Campo, da Rede Minas. Não deu nome nem data. "Existe a mala branca. Times menores aceitam. Não digo que é suborno. Se a gente partir do pressuposto que é suborno, efetivamente os clubes não pagariam bicho para ganhar. Eu só vou citar um caso específico, específico e não falo o nome. Aqui em Minas Gerais. O treinador era Ênio Andrade, e nós, através da indicação de uma pessoa, achamos que compramos um juiz. E o juiz, falou: – Olha, fique tranquilo que o time adversário não sai do meio campo. Nos 45 primeiros minutos, ele deu muita falta só no meio do campo. Aí, então, falei: – Olha, acho que vai dar certo. Só que, por azar nosso, o adversário chutou uma bola do meio do campo. O goleiro, eu posso falar, Vitor, no ângulo, gol do adversário. E o juiz continuou dando falta só no meio do campo. Na época a gente podia entrar no gramado, aí uma hora eu falei com ele: – Eu paguei para você. Vê se dá um pênalti. Aí ele falou: – Manda seu time ir lá para frente que dou o pênalti. Aí eu falei com o capitão: – Manda o time ir para frente, temos que empatar o jogo. O time foi para frente, mas toda bola ele dava falta contra o Cruzeiro. Daí cheguei à conclusão que empreguei o dinheiro errado."