O tal do cavalo paraguaio era pernambucano.
Imortalizado paraguaio como o uísque falsificado.
Alguém registrou ser uma das marcas do preconceito no jornalismo brasileiro.
“Mossoró” era o nome do tordilho “zebra” que superou cavalos de vários países, entre eles ingleses e franceses, no primeiro Grande Prêmio Brasil em 1933.
Há quem diga que sua origem era paraguaia. E quem jure que o azarão nasceu no Haras Maranguape, um “puro sangue” nacional, portanto.
O cavalo paraguaio, que na verdade era pernambucano, virou gíria utilizada no futebol.
Uma gíria às avessas.
Eduardo Castro escreveu em 2017 um divertido texto que levou como título “em busca do cavalo paraguaio”.
Na época, o Corinthians liderava o Brasileiro com o Grêmio colado em segundo.
“Não é Roberto Cavalo, nem algum treinador fartamente homenageado com os gritos de “burro” nas arquibancadas.
Trato aqui do real representante dos equídeos, mamífero ungulado perissodáctilo com um só dedo funcional: o cavalo paraguaio.
“Tudo isso pra dizer que o tal “cavalo paraguaio”, que larga muito na frente mas entrega no fim é mito.
Nunca houve.
Durmam tranquilos, corintianos e gremistas.
É tudo intriga da oposição.”
O Corinthians levou a taça.
O Grêmio entrou em quarto.
