Hiltor Mombach

O tamanho da crise do Grêmio


Costumava ser da alçada do presidente ou do vice de futebol avaliações institucionais como as das crises financeiras.
Não sei se autorizado por Romildo ou Koff, o treinador Felipão, um funcionário remunerado, abriu a caixa preta na segunda-feira.

Acrescento aos dados já fornecidos pelo eminente técnico que o Grêmio tem uma dívida que supera os R$ 150 milhões, com cerca de R$ 60 milhões já vencidos junto a clubes, fornecedores, jogadores, empresários...
Sem grana, formará um condomínio de credores.

Após a metade do ano não haverá mais a verba da TV, já antecipada.
Para arrematar: quem pagará o prejuízo da Arena em 2015?
A OAS bancou R$ 40 milhões em 2013 e R$ 40 milhões em 2014.


Felipão após o jogo contra o Juventude:
“Com todas as saídas, economizamos de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões.
Agora, podemos gastar uns R$ 500 mil.
Acabou o assunto.
Quando fica numa situação de 20 mil a menos, 20 mil a mais, quem ter que decidir é o clube.”

Ou Felipão e Romildo ensaiaram o discurso ou o técnico insinuou que quer sair.
Romildo tem dois jogadores acertados (podem ser anunciados depois do Gre-Nal), os dois custarão juntos cerca de R$ 500 mil/mês, e Romildo anda fazendo o que todo bom dirigente faz, pechincha.


Koff ainda não disse a Romildo se fica ou sai. Os indicativos são de que Koff quer mudar não mudando, indicando um bonifrate para o futebol ou para assessorá-lo, um acompanhante de delegação que mantenha o estafe.
Um dos convidados recusou a oferta de cargo. Intuição: Romildo só passará a dar as cartas se Koff deixar o futebol e ficar tocando a questão da Arena.
O tititi é de que Romildo gostaria de ver Preis no futebol. Contra a vontade de Koff.


Felipão e o momento financeiro do Grêmio:

"O que tem de confusão (dívidas) aí, se não pagar o Grêmio vai fechar em um ano".