Hiltor Mombach

O terrível equívoco!

Jogadores exigem um treinador que fale a mesma língua, o futebolês

A direção do Internacional deveria promover uma avaliação crítica profunda sobre este primeiro semestre. Ainda provoca perplexidade a insana troca de Abel por Ramírez.
 Instalou-se no espírito dos colorados uma dúvida atroz, cruel: o terrível equívoco, que custou a eliminação precoce da milionária Copa do Brasil, serviu de aprendizado?   
Domingo, os jogadores deram um recado direto, sem rodeios, na formidável vitória diante do Bahia por 1 a 0. Exigem um treinador que fale a mesma língua, o futebolês. 
Nada comove mais do que a ascensão do interino. Há uma cumplicidade entre o torcedor e o interino. Como refresco para memória busco o exemplo de Odair Hellmann. Saiu da interinidade para o estrelato e hoje ganha fortunas no exterior.
Osmar Loss abdicou das teses mirabolante que infestam os laboratórios dos professores Pardais e atacou de futebolês, um feijão com arroz, para, mesmo com 10 em campo, dobrar o Bahia.
Se sob o seu comando o Inter vergar o Galo nesta quarta-feira é de se esperar que a direção dê mais alguns jogos para o interino e observar o andar da carruagem. Na pressa, já  errou feio antes.