Hiltor Mombach

O VAR não joga, mas fiscaliza

Sou fã do VAR.
O VAR não joga, mas fiscaliza.
A verdade ainda não dita é que fiscaliza os árbitros, seres mortais.
São árbitros fiscalizando árbitros com auxílio da tecnologia.
O VAR torna desiguais menos desiguais.
Trata-se de um inibidor.
Humanos têm tendências, times, preferências.
São submetidos a uma hierarquia a quem tentam agradar para ascender.
Grêmio e Flamengo são iguais em grandeza.
O Flamengo é dono da maior torcida do Brasil.
Colocá-lo na grade da TV significa audiência e dinheiro, muito dinheiro.
Até os quero-queros de Santana do Livramento, terra do Juremir, sabem disto.
Humanos erram.
Eu erro, tu erras, ele erra...
Podem errar inconscientemente, por pressão, para favorecer este ou aquele.
O VAR não é remédio, mas serve de placebo para minha paranoia.
Morando num Estado que quase despenca do mapa e assumidamente bairrista, vejo em quase tudo uma conspiração.
Festejo o VAR nas quartas de final da Copa do Brasil.
Minha intuição diz que o Grêmio também comemora.
A tecnologia pode ser mal interpretada, mas não erra.
Errar é só humano.