Hiltor Mombach

O velho Messi e o menino Neymar

Velho Messi como quem diz aquele Messi, o Messi de sempre, o Messi eterno, o Messi que surge como interminável.

Messi, artilheiro da Copa
Messi, artilheiro da Copa Foto : ODD ANDERSEN / AFP / Divulgação / CP

Velho Messi como quem diz aquele Messi, o Messi de sempre, o Messi eterno, o Messi que surge como interminável. Feito o registro.
O menino Neymar, 34 anos, viajou para a Copa para se recuperar de uma lesão. Entrou aos 30 minutos finais contra a Escócia e aos 22 minutos finais diante da Noruega. Entrou quando estava 0 a 0. O Brasil levou dois gols e Neymar anotou um gol de pênalti.
O menino Neymar jogou 38 minutos. Um pouco a mais com os acréscimos.
O velho Messi, 39 anos, viajou para a Copa inteiraço, em forma, como manda o bom profissionalismo.
Dos 270 minutos da primeira fase, sem contar os acréscimos, jogou 260. Saiu aos 35 minutos finais diante da Argélia quando estava 3 a 0. Ah! Ele havia marcado os três.
O velho Messi anotou seis gols na primeira fase, média de dois por confronto.
O velho Messi jogou 90 minutos mais uma prorrogação de 30 minutos diante de Cabo Verde, num dramático 3 a 2.
Saiu de campo esbagaçado depois de 120 minutos com mais um gol computado. Vai somando os gols: já são sete.
Nesta terça-feira o velho Messi, 39 anos, via sua Argentina perder para o Egito pelas oitavas de final aos 34 minutos finais, quando descontou.
O velho Messi empatou aos 38 minutos.
A Argentina viraria para 32 aos 46 minutos. Mais 90 minutos dramáticos.
O menino Neymar se despediu da Copa com um gol e 38 minutos em campo.
O velho Messi está nas quartas de final com oito gols, é o artilheiro, e segue em busca do seu segundo título mundial, o quarto da Argentina.
O velho Messi correu 470 minutos com fôlego para marcar aos 38 minutos do segundo tempo diante do Egito.
O velho Messi, o primeiro jogador da história do futebol a atuar em seis Copas do Mundo diferentes, esbanja espírito juvenil.
O velho Messi segue um menino perene.