O voo da Fênix
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O voo da Fênix

Foi no olho do Furacão que começou o último voo do Imortal

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Fênix é a ave mitológica que  ressurge das cinzas, que tem como propriedade  ressuscitar dos mortos. Imortal, portanto.
Vivendo nas cinzas do futebol há 15 anos o Grêmio entrou no gramado da Arena na noite de 21 de setembro de 2016 para encarar o Atlético-PR (só depois o nome ganharia o H) pelas oitavas de final da Copa do Brasil na esperança de retomar seus caminhos de glória.
Perdeu o jogo, mas levou a vaga nas penalidades, numa das jornadas mais dramáticas da sua história.
Começava ali a alçar mais um voo, a ressurgir.
Eliminaria depois Palmeiras e Cruzeiro para, na final diante do Galo, dar a volta olímpica diante de 55.337 convictos gremistas de que, assim como a Fênix, cujas lágrimas podiam curar qualquer doença, o choro dos tempos de jejum não havia sido em vão.
O resto da história conhecemos de cor e salteado. Um ano depois o Grêmio voava pelas Américas trazendo para a sua casa o tricampeonato da Libertadores.
Viria ainda a Recopa.
De quebra, ganhou muito dinheiro, pagou contas e está superavitário.
Foi no olho do Furacão que começou o último voo do Imortal.