Hiltor Mombach

Oa quero-queros de Estância Velha cantaram: “É braço, é braço”

Até os quero-queros de Estância Velha cantaram:
“É braço, é braço”. A arbitragem não piou.
Havia um assistente do assoprador de apito de olho bem arregalado na cara do lance, com o nariz colocado ao poste.
Confirmei se ele estava de amarelo. Podia ser um gandula do Corinthians.
O de amarelo amarelou.
Uma das máximas do Barão de Itararé diz que “este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.”
Tudo é previsível quando se trata de Corinthians.
Em Cabul, uma assistente de pelada veria o braço de Jô escancarado enfiando a mão na bola.
O Vasco berrou e o de amarelo não piou. Os quero-queros de Estância Velha cantavam em coro:
“Foi braço, foi braço”.
Quando se trata de Corinthians, vale tudo.
Até gol de braço explícito.
Ou gol explícito de braço.
Tudo é imensamente vergonhoso neste país.
Da política ao futebol.
Quando precisa de ajuda, como em 2005, o Corinthians é escandalosamente ajudado por CBF e seus penduricalhos; quando não precisa, também.
É um deboche, um acinte.
O Brasileiro terminou, alguém dirá, equivocadamente.
Não termina aquilo que nem começou. A taça poderia ter sido entregue ao Corinthians na primeira rodada.
Agora, até os quero-queros de Estância Velha estão paranoicos.
Como seu sempre fui.té os quero-queros de Estância Velha estão paranoicos.