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Publicado por este blogueiro em 7 de janeiro deste ano. Envolvida no escândalo da Operação Lava Jato, a OAS passou a ser uma empresa inadimplente depois que se negou a quitar uma dívida de mais de R$ 100 milhões. A empreiteira está cortando gastos e contratou uma empresa para elaborar um plano de venda de seus ativos.Quer negociar desesperadamente. Com a crise, mais credores baterão à porta para cobrar. Numa conta da agência Fitch, a dívida total da OAS somava R$ 7,7 bilhões há três meses. E havia em caixa R$ 1,4 bilhão. A estratéria da constutora seria a de não pagar bancos e investidores e manter fluxo de caixa para tocar suas obras. A OAS terá que pagar para o Banco do Brasil, Banrisul e Santander cerca de R$ 42 milhões em 2015 pelo financiamento da Arena. Os três bancos foram repassadores do BNDES. A dívida com estes bancos gira atualmente em torno de R$ 170 milhões, a ser paga pelos próximos cinco ou seis anos. A OAS teria, assim, no condicional, depositado seis meses de forma antecipada. Caso a OAS de torne inadimplente, os bancos executarão a Arena Porto-Alegrense e seu fluxo financeiro como bilheteria, camarotes, lojas... Este colunista obteve a informação de importante dirigente gremista de que a OAS deu como garantia dos empréstimo de R$ 210 milhões para construção da Arena a própria Arena Porto-Alegrense, da qual o Grêmio detém 65% do lucro líquido. A Arena Porto-Alegrense, uma sociedade anônima de capital fechado pertencente ao grupo OAS e que administra o estádio, registrou no seu primeiro ano um prejuízo de R$ 42,7 milhões. Segundo este dirigente gremista, “em caso de inadimplência, os bancos executarão a Arena Porto-Alegrense, repassando a empresa, pois não haverá interesse na exploração do estádio. Neste caso, devem tentar repassar ao maior interessado, o Grêmio”.
NOVAS INFORMAÇÕES.
A OAS teria parado ou irá parar de pagar os bancos. Assim, no condicional, porque ninguém se manifesta pela OAS, pelos bancos ou, oficialmente, pelo Grêmio. Isto envolve construtora e bancos e não o Grêmio. Mas pode respingar no Grêmio. Caso a OAS opte por uma recuperação judicial, seria formada uma Assembleia Geral de Credores. A Arena viraria um grão de areia diante de uma dívida superior a 10 bilhões. Os bancos poderiam colocar a Arena num leilão. Provavelmente com um único interessado na compra, o Grêmio. Isto facilitaria a vida do Grêmio, que luta para ter a gestão do estádio.