Dias atrás escrevi sobre Everton.
Disse pouco ou quase nada e estou retomando o assunto.
Uma das minhas obsessões é questionar fatos que não compreendo, na esperança de aplacar a minha ignorância.
Everton nunca foi o tal de fazedor de gols.
Trata-se de um atacante de flanco.
Teve altos e baixos e quando se machucou perdeu a vaga para Pedro Rocha.
Perdeu e não encontrou mais.
Apostei todas minhas fichas de que com a venda de Pedro Rocha, Everton retomaria a titularidade, de que Renato privilegiaria um garoto de futebol reconhecido da base para a posição.
A opção foi deslocar Fernandinho da direita para a esquerda.
Com a saída de Rocha, Fernandinho e Barrios a direção está contratando atacantes e não ouço ninguém do Grêmio falar em Everton, que aqui cabe num ditado: santo de casa não faz milagre.
Entre a certeza do futebol de um prata da casa o Grêmio opta pela incerteza de um Alisson e de um Maicosuel, este dispensado pelo São Paulo. Talvez eu esteja sendo condescendente: corrido do clube paulista. Há ainda Gonzalo Carneiro por ser anunciado.
Como escreveu Shakespeare, “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia.”
