Hiltor Mombach

Obviedades do Gre-Nal

As obviedades também merecem ser escritas, por mais óbvias que pareçam

As obviedades também merecem ser escritas, por mais óbvias que pareçam. Nem tudo que surge como óbvio para este colunista pode surgir óbvio para o amigo leitor.
O melhor resultado para Inter e Grêmio no clássico desta quarta-feira, pela primeira rodada do returno da Libertadores, seria um empate. Porque, entre mortos e feridos, estariam vivos.
Mas o melhor resultado para um é o pior para o outro, e vice-versa. Porque, nesta disputa, a tragédia de um é a alegria do outro.
O Gre-Nal é mais dramático para o Grêmio, não porque joga no Beira-Rio. Uma derrota aumentará muito a possibilidade de ser eliminado na primeira fase do torneio, caso haja um vencedor no confronto entre América de Cali e Universidad Católica.
Uma derrota não tira a liderança do Inter por pontos, mas manterá um tabu que começou em 9 de setembro de 2018 e que conta nove clássicos sem uma vitória sequer. Uma vitória, além de deixar o eterno rival em sérios apuros, virtualmente garantirá o time nas oitavas de final, que rendem quase R$ 7 milhões.
O mesmo vale para o Grêmio. Vencendo, estará quase nas oitavas, pois fará seus dois próximos jogos na Arena. 
Tabela I
O leitor que faça os seus cálculos. A chave E está assim quando começa o returno: Inter, 7 pontos; Grêmio, 4: América de Cali e Universidad Católica, 3 pontos. Restam três rodadas e saem dois classificados: Inter x Grêmio e América x Católica; Grêmio x Católica e America x Inter; e finalmente Grêmio x América e Católica x Inter. 
Tabela II
Escrevi que o Gre-Nal é mais dramático para o Grêmio. Isto em tese, que em futebol tudo é tese. Porém, deve ser levado em conta que o Inter fará seus dois últimos jogos fora. Portanto, em caso de derrota na quarta-feira, terá que buscar a vaga como visitante. E tanto América como Católica poderão estar vivos na competição.