Hiltor Mombach

Odair surge incrédulo diante da sua obra

Cometendo uma pequena malícia diria que o departamento médico ajudou na escalação do Inter ideal

Cometendo uma pequena malícia diria que o departamento médico ajudou na escalação do Inter ideal. 
Para lá foram Patrick e Pottker. Odair se viu obrigado a colocar Nonato na vaga de Patrick e não hesitou em fixar Nico López como companheiro de Guerrero. Pronto! 
Achou um time.
Feito Michelangelo diante da estátua de Moisés (por que não falas?), Odair surge incrédulo diante da sua obra.
Disse pouco ou quase nada sobre a substituição de Edenílson por Rithely aos 24min do segundo tempo diante do Santos e retomo o assunto. 
Alguém dirá que trocou um volante por outro. 
Verdade. Separados por alguns abismos no trato com a bola.
Edenílson aparece na terceira função, arma e bota o Inter para correr em direção ao gol rival. Rithely não tem esta capacidade. 
Tentando segurar o Santos, atraiu o inimigo, chamando a derrota.
Decantado aqui e ali, o Santos pedia para perder depois dos 30min do primeiro tempo e era uma caricatura ofensiva até a saída de Edenílson e das outras trocas de Odair. 
Como estou concentrado nesta substituição específica, prossigo.
Odair deveria aproveitar o fato de o Santos estar em tarde de futebol acanhado. 
Deveria ter mandado entrar D'Alessandro, deslocando Nonato para a segunda função. 
Ficaria assim: Lindoso e Nonato; D'Alessandro; Parede, Guerrero e Nico. 
O jogo pedia isto. Odair errou a leitura. 
Odair surge incrédulo diante da sua obra.