Hiltor Mombach

ODE A MARCELO KRIPKA

Hoje o Inter jogou o que sabe e derrotou o Vasco, líder do Brasileirão. Como não poderia deixar de ser, tu estavas lá e, embora não tenha te visto, sinto que a vermelhidão dominava teu corpo e tua respiração era sôfrega. Assim tu eras em dias de jogos. Colorado desde tenra idade, ainda menino, criaste um sentimento inconteste com o Internacional. Fazias parte da Camisa 12, fundaste a FICO e a SUPER FICO, sempre demonstrando um amor imenso que dominava teu ser, sofrendo nas horas amargas e delirando nas vitórias. Este Clube que tem em seu berço lembranças de grandes homens, atletas, dirigentes, torcedores e que hoje descansam na paz, sentiu tua falta no decorrer deste jogo tão importante. Teu coraçãozinho que muito palpitava, parou de repente. Eu sei que não tombastes, mas sim fostes assistir ao espetáculo, junto com eles, dentro do gramado ou no meio da FICO, vibrando com os tres a zero. A vida é uma ponte, onde não podemos fixar residência. Só passamos por ela. E tu cumpriste esta passagem dedicada ao Inter. Em tua jornada homenageaste jornalistas, dirigentes, jogadores, enfim, todos aqueles que mereciam, pelos relevantes serviços prestados ao Clube. Hoje todos param, aflitos e tristes para te prestar esta derradeira homenagem, provavelmente a mais justa entre todas as que tu criaste. Descansa em paz Marcelo e receba o forte abraço, daqueles bem apertado que se dá ao festejar um golo, de todas as torcidas, de todos os torcedores, com o sentimento do mais justo agradecimento por tudo que  proporcionaste ao Inter e a todos nós.

09 de outubro de 2011                 Dilto Crouzeiles Nunes                                                                                             Conselheiro do Inte