Amigos, o mínimo que se pode esperar de um time varrido pela falta de sorte e que anda tropeçando na bola é suar a camiseta.
Ele tem de colocar o coração na ponta da chuteira, defender a dignidade, morrer peleando como diria o inesquecível Jayme Caetano Braun.
Tem que ter vergonha na cara.
Este foi o Inter de ontem contra o até então carrasco Juventude.
Que persistência!
De fazer o torcedor jurássico exclamar "se não temos escrete, sobra garra".
E que dramaticidade!
Valencia perdeu um pênalti e coube ao valente Juventude largar frente.
Aí veio o gol de empate de Thiago Maia.
Raivoso, lavrou a grama para recuperar uma bola.
A dignidade depende o tamanho da indignação.
Aos 35 minutos o estreante Bruno Tabata fez aquilo que Valencia deixou de fazer: marcou de pênalti.
No rebote, mas marcou.
Era a virada, a virada que pode significar uma reviravolta deste Inter.
No upa-upa também vale.
Que três pontos! Que três pontos!
Onde estava este Inter?
Em que depósito no Beira-Rio estava guardado?
Fim do vergonhoso jejum de vitórias.
Onde estava este Inter?
Amigos, o mínimo que se pode esperar de um time varrido pela falta de sorte e que anda tropeçando na bola é suar a camiseta
