Hiltor Mombach

Onde estiveres, Wianey, um abraço do teu amigo e fã

Parece que foi ontem, embora já faça tanto tempo.
Eu editava o esporte do Correio do Povo, o Correião, comandava um timaço de mais de 20 pessoas.
Despertou minha atenção um repórter da Rádio Guaíba, sempre muito bem informado.
Convidei-o para trabalhar no jornal.
Ele, que era ótimo na rádio, pareceu ainda melhor escrevendo.
Tenho profunda admiração por catadores de notícias, os incansáveis.
Fique fã daquele setorista do Inter.
O Correião mudou de formato, virou trablóide, e eu me vi diante de um dilema terrível: escolher entre vários colunistas apenas um, pois haveria apenas uma coluna de esporte.
Diante do dilema, não escolhi nenhum.
Transformei o repórter em colunista.
Que acerto!
Obviamente eu não sabia que o repórter, transformado em colunista, viraria um dos ícones da imprensa gaúcha.
Meu caminho se entrelaça com o do querido amigo Wianey Carlet.
Hoje choro a sua morte, aos 68 anos.
Enquanto me apronto para ir ao velório passa um filme na minha cabeça.
Numa das cenas está Wianey em uma das sacadas do Correio do Povo me contando entusiasmado sobre a coluna que está bolando para a próxima edição do jornal.
Sempre achei que um dia voltaríamos a trabalhar juntos.
Vamos, certamente, embora não saiba quando.
Onde estiveres, Wianey, um abraço do teu amigo e fã.
Wianey, o repórter que virou colunista, o colunista que virou lenda.