Hiltor Mombach

Os clubes brasileiro e algumas parcerias

A semana foi marcada pelo interesse do Palmeiras em contratar Geromel, o melhor zagueiro do Brasil hoje.
A transação envolvia valores altíssimos por um jogador de 32 anos. Especulou-se entre R$ 25 e R$ 47 milhões. o clube paulista negou.
Também nesta semana publiquei no Tiro Livre o seguinte: “Crefisa é derrotada na Justiça. Este o título de uma coluna de Juca Kfouri escrita e postada no UOL em 17/03/2017. O blogueiro registrava na época que “a Crefisa havia conseguido, por medida liminar, retirar do ar três notas publicadas no blog. Hoje, a Justiça cassou a liminar, como se pode ver em trechos da decisão do desembargador Rômulo Russo Júnior.”
A Crefisa é parceira do Palmeiras. Está investindo muito dinheiro no futebol. Tanto dinheiro que há muita gente desconfiada. Obviamente minha intuição diz que se a Crefisa tentou vetar Juca Kfouri é porque tem fumaça.
Em maio de 2015 lembrei no meu blogue da parceria entre o Corinthians e a MSI. Trecho.
“A Fifa divulgou comunicado informando que baniu provisoriamente onze pessoas de atividades relacionadas ao futebol. Entre elas estão José Maria Marin e Nicolás Leoz. A Fifa poderia reabrir o escândalo do Brasileiro de 2005. Sempre teve coisa podre aí. Fedendo desde então. Lembrando que o empresário russo Boris Berezovsky, encontrado morto em 2013, foi um dos homens mais ricos do mundo. Ele era apontado como um dos cabeças da parceria entre MSI e Corinthians. O presidente da CBF era Ricardo Teixeira. Que parceria!
Berezovsky. Teixeira e Kia Joorabchian. A união entre Corinthians e MSI teve início em 2004 e rendeu o título brasileiro ano seguinte. A parceria rendeu diversas suspeitas, entre elas a de lavagem de dinheiro de Berezovsky. O título corintiano de campeão brasileiro de 2005, segundo o seu ex-presidente Alberto Dualib, que renunciou ao cargo na semana passada, seria “de fato e de direito do Internacional”.
Em mais um trecho das escutas telefônicas da Polícia Federal, este divulgado pela TV Record, o ex-dirigente, que ocupou o cargo durante 14 anos, admitiu que os 11 jogos anulados pelo escândalo da arbitragem interferiram no resultado do Brasileirão, vencido pelo Timão. Dualib ainda credita a vantagem do Corinthians sobre o Inter ao ponto conquistado no empate no duelo do Pacaembu, quando os gaúchos tiveram um pênalti legítimo, sofrido por Tinga, não marcado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas, que ainda expulsou o meio-campista colorado.”
Outra parceria que deixou rastros: Grêmio e ISL. A empresa suíça de marketing esportivo e com atuação inclusive na Fifa despejou milhões no clube gaúcho.
Declarou falência em 2001 e quase levou o Grêmio junto. Foram nove anos pagando dívidas. Em 2003 Flávio Obino assumiu como presidente no lugar de José Alberto Guerreiro. Entre as heranças, pegou uma folha mensal superior a R$ 2 milhões e alguns jogadores recebendo mais de R$ 200 dólares por mês. O caso acabou com 11 denunciados e nas páginas policiais.