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O novo presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., não terá vida fácil em 2015 no comando da instituição. Envolvida em duas Libertadores, a gestão Koff investiu pesado no futebol, mandando desembarcar muitos jogadores, alguns recebendo salário altíssimo. Vieram, entre outros, Giuliano, Fellipe Bastos, Wendell, Wellington, Vargas, André Santos, Follmann, Moisés, Máxi Rodrigues, Geromel, Rhodolfo, Ramiro, Bressan, Riveros, Alan Ruiz, Dudu, Fernandinho, Rodriguinho, Barcos, Matias Rodriguez, Dida, Edinho, Alex Telles, Paulinho... Caberá a Romildo emprestar, negociar, vender ou rescindir com muitos deles, tarefa complicada e que ele já começou a realizar. Só com sete jogadores o Grêmio gasta cerca de R$ 3 milhões: Kleber, Moreno, Fernandinho, Edinho, Werley, Riveros e Barcos. Riveros receberia cerca de R$ 10 milhões se cumprisse todo o seu contrato, que vai até 2017. Será emprestado pelo salário para o Olímpia do Paraguai. Forçado pela crise financeira, Romildo começará um traumático e perigoso processo de juvenilização do time. Traumático porque forçado pela circunstância e perigoso porque o Grêmio poderá correr riscos no Brasileiro. De quebra, Romildo ainda herda um Grêmio negociando com a Arena a compra da OAS. Ou seja, começa a temporada engessado, sem o dinheiro da bilheteria e tendo que cumprir o terceiro aditivo que prevê o repasse de R$ 18 milhões por conta da migração dos sócios. Dividindo por 12 meses, isto dá R$ 1,5 milhão/mês, dinheiro suficiente para pagar o salário de três ótimos jogadores. Romildo só conhecerá o desafogo se Koff conseguir se livrar das amarras da OAS. Isto certamente será facilitado pelo envolvendo da OAS no escândalo do Lava-Jato que obrigou a empreiteira a vender seus ativos. Pela compra da gestão da Arena passa não apenas o bom andamento da temporada. Passa o futuro do futebol da instituição.